(a)Riscar o Património 2016, rescaldo dos Encontros e próximos passos

O projecto (a)Riscar o Património 2016, que tem como propósito alargar o conceito de património e estendê-lo a outro tipo de interpretações e representações, saldou-se em mais um sucesso. A parceria entre a DGPC e os Urban Sketcher Portugal, através dos núcleos nacionais ganha asas e tem cada vez mais participantes e expressão. Queremos ainda realçar aqui a importante colaboração que têm tido a Câmara Municipal de Torres Vedras e a Cooperativa de Comunicação e Cultura, no Encontro de Torres Vedras, e a Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos nos Encontros de Tomar e do Entroncamento.

O objectivo seguinte, decorrente dos encontros, passa por enviar os desenhos digitalizados para os endereços de email jalves@dgpc.pt e mbotto@dgpc.pt , até 16 de Outubro, com uma resolução aproximada de 300 dpi, independentemente de serem também publicados no blog dos USkP ou em páginas de facebook. Só assim poderão fazer parte da selecção que constituirá a exposição a realizar brevemente.

Existe igualmente a intenção de proceder este ano, ou no início de 2017, de uma edição/catálogo dos desenhos do projecto (a)Riscar o Património.

Este blog está em constante actualização e em breve serão disponibilizados todos os desenhos e fotografias resultantes dos diversos encontros.

Da parte da DGPC, muito obrigada pelo apoio, entusiasmo e participação nesta iniciativa!

ariscar-em-lxaEncontro em Lisboa, Largo do Intendente – Largo do Martim Moniz, com a agradável companhia do desenhador francês Lapin

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Encontro em Torres Vedras, no Mercado Municipal, com a presença do artista brasileiro Eudes Correia

14379653_1779119162343665_2157806945346395611_oEncontro em Évora, desenhando a Cerca Velha

1473870455_tmp_zzalex0740Encontro em Fenais da Luz, S. Miguel – Açores, (a)Riscando as festas de Nossa Senhora da Luz

14370323_1481136341912917_570387100667685147_nEncontro no Porto, no Bairro da Bouça, com reportagem video que pode ser vista AQUI ou na página deste site dedicada ao Encontro no Porto (Edição 2016)

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Encontro em Coimbra, desenhando as Repúblicas dos Estudantes

14481936_1334657323235843_8873464703494028434_oEncontro no Entroncamento, (a)Riscando a Comunidade Ferroviária do Entroncamento, o ambiente, os bairros operários e obras do arquitecto Cottinelli Telmo.

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Encontro na Camacha, Madeira, na fábrica de vimes e artigos regionais Quinta da Arema

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(a)Riscar o Património no Algarve, S. Brás de Alportel

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O Algarve recebe pela primeira vez, o (a)Riscar o Património – Heritage Sketching. Sob o tema “Comunidades e Culturas” o local escolhido para desenhar é o Centro Histórico de S. Brás de Alportel.

Dia 24 de Setembro, às 10h00.

Ponto de Encontro: Centro Histórico de S. Brás de Alportel.

PROGRAMA:

Manhã 10h00 – Encontro – desenhar o Centro Histórico de S. Brás de Alportel

Almoço livre

Tarde 15h00 – Centro da Calçadinha – espaço exterior – Desenhar recriação histórica infantil “Uma Viagem no tempo”

Inscrições e esclarecimentos através do email: urbansketchersalgarve@gmail.com

Anfitrião: Hélio Boto

(a)Riscar o Património em Coimbra

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Coimbra recebe mais uma vez o (a)Riscar o Património – Heritage Sketching.
Tendo em conta o tema desta 3.ª edição “Comunidades e Culturas”, a escolha do grupo de sketchers de Coimbra recaiu sobre as Repúblicas dos Estudantes.
As Républicas de Coimbra têm mantido uma grande riqueza ao longo das décadas nos mais variados aspectos da vivência estudantil e humana. São verdadeiras comunidades de substituição dos lares maternos indo mais além do que as outras casas de estudantes ou residências universitárias. Representam a forma tradicional da vida académica de Coimbra, com tudo o que isso implica, da boémia às questões ideológicas.
Será então feito um percurso por algumas das Républicas, registando o ambiente e envolventes.

PROGRAMA
14h30 – Encontro na Associação Académica de Coimbra para breve informação sobre o tema;
14h45 – Início da SketchCrawl pelas Repúblicas de Coimbra;
17h30 – Final do Encontro no “Quebra Costas” para partilha de desenhos e fotografia de grupo.

Mapa das Repúblicas
http://goo.gl/tohOL6

Organização: Montemor Sketchers – MoSk
Esclarecimentos e inscrições: montemor.sketchers@gmail.com
Anfitriões: Jorge Antunes e António Monteiro

(a)Riscar o Património no Porto

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Na sequência de mais uma iniciativa da DGPC, os UrbanSketchers Portugal Norte vão, de novo, colaborar na 3.ª edição do «(a)Riscar o Património ».

A anfitriã desta edição do Porto é a Natacha Moutinho (docente/desenhadora) que nos propõe, tendo em conta o tema desta 3.ª edição, desenhar o Bairro da Bouça no Porto, na Rua da Boavista, junto à Rua das Águas Férreas.

O Bairro da Bouça teve a sua construção iniciada em 1974, integrado no Serviço Ambulatório de Apoio Local (SAAL), e foi concluído em 2006, já segundo o Movimento Cooperativo consequente à Acção da Associação de Moradores da Bouça. Este Bairro é projecto de Álvaro Siza Vieira e teve o acompanhamento dos trabalho de António Madureira.

Ponto de Encontro: 10h00 junto ao semáforo do cruzamento da Rua da Boavista com a Rua das Águas Férreas (GPS:  41° 9’22.06″N,   8°37’3.75″W).

Programa (previsto):
10h00 – Encontro no Bairro da Bouça (Rua da Boavista)
10h15 – Introdução ao projecto e visita guiada pelo Bairro com Arquitecto João Cabeleira
10h30 – Início dos desenhos
13h00 – Partilha de desenhos e fotografia de grupo

Esclarecimentos e inscrições: diariosgraficosnorte@gmail.com

Anfitriã: Natacha Antão Moutinho

(a)Riscar o Património em Castelo Branco

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Ponto de Encontro: Praça do Município, Edifício da PT, Centro Histórico de Castelo Branco, às 10h00

PROGRAMA

10h00 – Encontro na Praça do Município, junto ao Edifício da PT – Breve informação sobre o tema

10h15 – Início dos desenhos

13h00 – Almoço livre

14h30 – Retoma dos trabalhos

17h30 – Partilha de desenhos e fotografia de grupo.

Anfitrião: Carlos Matos

(a)Riscar o Património no Entroncamento

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Tendo em conta o tema desta 3.ª edição do (a)Riscar o Património, “Comunidades e Culturas”, a escolha do grupo de sketchers da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos recaiu sobre a Comunidade Ferroviária do Entroncamento.
Serve de mote para o desenho o pessoal ferroviário que trabalha neste ambiente, os bairros operários e obras do arquitecto Cottinelli Telmo.

PROGRAMA
10h00 – O local de encontro será a estação do Entroncamento (ideal para quem vier de fora e opte pelo comboio).

13h00 – Almoço oferecido pela Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos

18h00 – Encontro final para troca de experiências e desenhos no mesmo local Como temas, para além do pessoal ferroviário que trabalha neste ambiente, temos os bairros operários e obras do arquitecto Cottinelli Telmo.

Anfitrião: Ricardo Cabrita

(a)Riscar o Património na Madeira

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No âmbito da iniciativa (a)Riscar o Património da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), encontro de património que se realiza todos os anos integrado nas Jornadas Europeias do Património (JEP), e sob o tema “Comunidades e Culturas”, a região da Madeira vem, mais uma vez, associar-se ao evento.

Tendo em conta o tema desta 3.ª edição do (a)Riscar, a escolha recaiu sobre o Café Relógio, centro preferencial da produção e venda de artesanato do Vime, na Camacha.

As obras de verga eram exportadas principalmente para os mercados de Portugal Continental, de Inglaterra, de Itália e dos Estados Unidos da América. Esta indústria, que teve a sua época áurea entre a segunda metade do séc. XIX e a segunda metade do séc. XX, acabou por sucumbir face à concorrência de outros países com mão-de-obra mais barata, de menos qualidade e que utiliza materiais sintéticos.

Hoje a produção é residual e destina-se ao mercado insular para turistas e locais, continuando a Camacha a ser, o bastião desta produção que se tornou o seu símbolo.

O icónico edifício do Café Relógio apresenta uma torre mandada construir, nos finais do séc. XIX, pelo inglês Dr. Michael Grabham, na sua quinta de veraneio na Camacha, com o objectivo de albergar um relógio e um sino que foram trazidos de uma igreja de Liverpool.

Nos anos 60 do Séc. XX junto à torre foi um construído um restaurante/bar e um centro de fabrico e exposição da arte do vime, artesanato tão característico desta localidade, tornado-se um local de passagem obrigatória na rota do turismo regional.

PROGRAMA

10h30 – Encontro no Largo da Achada – Camacha

11h00 – Visita à Fábrica da Arema (Sociedade Exportadora de Artigos Regionais da Madeira) – antiga Quinta da Arema

13h00 – Almoço no Restaurante Café do Relógio

14h30 – Encontro no Largo da Achada – Camacha

15h00 – Visita à Loja e Fábrica de Vimes Café Relógio

17h00 – Encerramento

Esclarecimentos e inscrições: 219 520 124 (Lucilina Freitas) ou casadaculturasantacruz@gmail.com

Anfitriã: Lucilina Freitas

(a)Riscar o Património em Évora

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Évora recebe mais uma vez, o (a)Riscar o Património – Heritage Sketching, e desta vez, sob o tema “Comunidades e Culturas” o local escolhido para desenhar é a Cerca Velha.

PROGRAMA
10h00 Encontro no Jardim dos Colegiais/ Breve informação sobre o tema;
10h15 Início dos trabalhos;
13h00 Almoço livre;
14h30 Retoma dos trabalhos;
17h30 Fotografia de grupo e Partilha de desenhos;
18h00 Final do Encontro.

Anfitrião: Luís Ançã

 

A chamada Cerca Velha constituiu a primitiva cintura defensiva da cidade. Construída inicialmente durante o Império Romano (eventualmente no séc. III) foi sucessivamente ampliada e alterada, evidenciando diferentes fases construtivas, e o seu traçado actual datará predominantemente do período islâmico (séc. VIII-XII).
Em meados do séc. XIV, aquando da construção da Cerca Nova, a antiga muralha perdeu a sua função defensiva. Na vertente norte da colina da cidade situava-se o Castelo Velho, inicialmente a alcáçova islâmica, desativado no séc. XV e atualmente ocupado por diversos monumentos, como o Convento dos Loios, o Palácio de S. Miguel, o Paço Cadaval.
No séc. XIV a Cerca Velha tinha 1200m de comprimento, seis portas (Porta D. Isabel, Porta da Traição, Porta do Sol, Porta de Moura, Porta da Selaria e Porta Nova) e um postigo. Subsiste apenas a primeira porta referida e a da Traição (oculta no antigo convento dos Loios) e postigo (antigo edifício do Grémio da Lavoura).
O embasamento e as fundações da cerca são constituídos em grande parte do traçado por silhares regulares de tipo romano, provavelmente reutilizados no início da Idade Média. O pano adjacente ao convento dos Loios apresenta este tipo de silhares e tem cerca de 2,10m de espessura.
Os vestígios da cerca subsistem no interior de edifícios, sendo visíveis em estabelecimentos comerciais, por exemplo, assim como no embasamento de imóveis. É particularmente visível no jardim dos Colegiais e na base do jardim Diana, nas portas de Moura e de D. Isabel, e em diversas torres (destacando-se a das Cinco Quinas, dos Capitães do Anjo, Sisebuto, Salvador).
Circunscrevendo cerca de 10 ha, esta cintura muralhada delimita hoje a cidade alta e articula-a com a restante cidade intramuros. A primeira, de ocupação mais antiga, onde se evidencia ainda hoje o traçado romano em quadrícula, foi a sede do poder político e religioso e a localização das residências da nobreza, e é atualmente ocupada com importantes monumentos (vestígios do fórum romano / templo, Sé-Catedral), grandes edifícios, serviços e equipamentos públicos (Paços do Concelho, Museu de Évora, Biblioteca Pública, Fórum Eugénio de Almeida, Serviços da universidade, Direcção Regional da Cultura do Alentejo, CTT, PT e EDP) espaços públicos e espaços abertos generosos. A restante cidade, formada a partir dos antigos arrabaldes medievais, tinha um caracter mais popular e mercantil.
Após a perda da função defensiva os materiais de Cerca Velha foram reutilizados noutras construções, mas esta serviu também de suporte para a construção de edifícios. As torres foram doadas e utilizadas como residências da nobreza, estando na origem de numerosas casas nobres e palácios.
A antiga cintura defensiva constituiu um importante elemento estruturador do espaço urbano de Évora, gerador da sua forma urbana. Com efeito, os caminhos que partiam das antigas portas foram a base das principais artérias e eixos radiais da cidade: o espaço urbano contínuo que a circundava no exterior constitui actualmente uma “primeira circular” interior do casco urbano; os largos e terreiros adjacentes às portas da muralha constituem hoje os principais espaços públicos da cidade – a Praça do Giraldo (antigo Rossio), a Porta de Moura e a antiga Porta Nova (actual Largo Luís de Camões).
Parte dos antigos fossos (alcárcovas) foram ocupados com as “casas dos arcos”, actuais arcadas, destinadas aos mercadores, dando forma ao eixo comercial mais importante da cidade, paralelo à Cerca Velha.
Concluindo, a Cerca Velha destaca-se no contexto do Centro Histórico de Évora, não tanto pela sua monumentalidade, mas pelo modo como influiu no crescimento e consolidação do espaço urbano intramuros e de como foi apropriada pela comunidade nas suas múltiplas valências e reutilizações.